Emiliano Díaz detona 777 e diz ter certeza do retorno ao Vasco
“Eu sei que vou voltar ao Vasco em algum momento da minha vida. Não sei se agora ou mais para frente. Por que minha história com o Vasco não merece terminar assim. Fizemos muito trabalho pelo Vasco e me deram um carinho muito grande”, disse o argentino ao podcast Futbolaço.
Após uma saída conturbada de São Januário, Emiliano garante que o retorno “não depende” dele e nem do pai. Espera algum movimento de Pedrinho, que assumiu o comando do Vasco após a liminar que afastou a 777 Partners.
A empresa, por sinal, foi duramente criticada durante várias vezes em mais de duas horas de entrevista. O técnico revelou, inclusive, uma conversa com Lúcio Barbosa, então CEO do clube.
“Você me mandou embora pelo Twitter. Se você não queria mais a gente, era para ter me falado e acabou”, relembrou Díaz da conversa com o antigo CEO.
O argentino reclamou, por diversos momentos, da demora na relação com a 777. “Você ligava para eles, e respondiam depois de quatro dias. Como monta um time assim?”, questionou.
Díaz reclamou, ainda, que a diretoria, então comandada pela SAF, só atendeu a um pedido de jogadores dele e do pai: Robert Rojas. Gustavo Cúellar e mais 27 jogadores foram solicitados.
“Cúellar estava louco para voltar a jogar conosco. Estava tudo certo, depois, não sei o que aconteceu. Dos 28 jogadores, um foi para o Boca, outro para o Corinthians… Serviam para todos os clubes, menos para o Vasco… E eram jogadores com o preço que o Vasco pode pagar”, garantiu.
O técnico argentino confirmou que, além de Hugo Moura, os volantes Marlon Freitas, do Botafogo, e Caíque, do Juventude, também haviam sido indicados.
Emiliano Díaz fez questão, ainda, de elogiar Pedrinho, presidente vascaíno que assumiu o controle do clube após liminar que afastou a 777.
“O melhor que poderia acontecer ao Vasco foi a chegada desse cara. O Vasco estava abandonado, e ninguém faria as coisas com o coração como ele. Então o vascaíno tem de apoiar. O cara está botando a cara em um dos momentos mais difíceis, pela inoperância da 777”, afirmou.
Apesar da boa relação com Pedrinho, e mesmo do desejo do mandatário vascaíno, nos bastidores de São Januário ainda há uma corrente reticente quanto ao retorno de Emiliano e Ramón Díaz. Hoje, a volta parece menos provável. Mas há um forte desejo de uma das partes e, também, o carinho e respeito por parte do Pedrinho.