{"id":11462,"date":"2024-04-02T09:08:33","date_gmt":"2024-04-02T12:08:33","guid":{"rendered":"http:\/\/dotwork.com.br\/jornal\/2024\/04\/criancas-brasileiras-estao-mais-altas-e-mais-obesas-revela-estudo\/"},"modified":"2024-04-02T09:08:33","modified_gmt":"2024-04-02T12:08:33","slug":"criancas-brasileiras-estao-mais-altas-e-mais-obesas-revela-estudo","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/dotwork.com.br\/jornal\/2024\/04\/criancas-brasileiras-estao-mais-altas-e-mais-obesas-revela-estudo\/","title":{"rendered":"Crian\u00e7as brasileiras est\u00e3o mais altas e mais obesas, revela estudo"},"content":{"rendered":"<div>\n<p style=\"text-align:center;\"><a class=\"\" href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/saude\/noticia\/2024-04\/criancas-brasileiras-estao-mais-altas-e-mais-obesas-revela-estudo\"><br \/>\n                    <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cdn.jsdelivr.net\/gh\/sergiosdlima\/assets-ebc@1.0.0\/abr\/assets\/images\/logo-agenciabrasil.svg\" alt=\"Logo Ag\u00eancia Brasil\" style=\"height: 54px;\"><\/a><\/p>\n<p>As crian\u00e7as brasileiras est\u00e3o mais altas e mais obesas. \u00c9 o que mostra estudo conduzido por pesquisadores do Centro de Integra\u00e7\u00e3o de Dados e Conhecimento para Sa\u00fade da Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Cidacs\/Fiocruz Bahia), em colabora\u00e7\u00e3o com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e a University College London.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1588245&amp;o=rss\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1588245&amp;o=rss\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"><\/p>\n<p>Os resultados do estudo indicaram que, entre 2001 e 2014, a estatura infantil, em m\u00e9dia, aumentou 1 cent\u00edmetro. A preval\u00eancia de excesso de peso e obesidade tamb\u00e9m teve aumento consider\u00e1vel entre os dados analisados. A preval\u00eancia de obesidade entre os grupos analisados subiu at\u00e9 cerca de 3%.<\/p>\n<\/p>\n<h3>Not\u00edcias relacionadas:<\/h3>\n<ul>\n<li><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/saude\/noticia\/2023-11\/obesidade-cresceu-em-criancas-e-adolescentes-brasileiras-na-pandemia\">Obesidade cresceu em crian\u00e7as e adolescentes brasileiras na pandemia.<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/saude\/noticia\/2024-03\/instituto-nacional-de-cardiologia-alerta-para-aumento-da-obesidade\">Instituto Nacional de Cardiologia alerta para aumento da obesidade .<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>A pesquisa foi publicada na revista <em>The Lancet Regional Health \u2013 America<\/em> e baseou-se na observa\u00e7\u00e3o das medidas de mais de 5 milh\u00f5es de crian\u00e7as brasileiras. Segundo os pesquisadores, tais resultados indicam que o Brasil, assim como os demais pa\u00edses em todo o mundo, est\u00e1 longe de atingir a meta da <a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/saude\/noticia\/2024-03\/uma-em-cada-oito-pessoas-no-mundo-e-obesa-alerta-oms\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade<\/a> (OMS) de deter o aumento da preval\u00eancia da obesidade at\u00e9 2030.<\/p>\n<p>De acordo com a pesquisadora associada ao Cidacs\/Fiocruz Bahia e l\u00edder da investiga\u00e7\u00e3o, Carolina Vieira, a obesidade infantil \u00e9 preocupante. O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade explica que tanto o sobrepeso quanto a obesidade referem-se ao ac\u00famulo excessivo de gordura corporal. A obesidade \u00e9 fator de risco para enfermidades como doen\u00e7as cardiovasculares, diabetes, hipertens\u00e3o e alguns tipos de c\u00e2ncer.<\/p>\n<p>\u201cTem estudos que indicam que a crian\u00e7a que vive com obesidade aumenta a chance de persistir com essa doen\u00e7a durante todo o ciclo da vida dela\u201d, diz Carolina. \u201cEm termos de sa\u00fade p\u00fablica, \u00a0pensamos que a carga dessas doen\u00e7as cr\u00f4nicas n\u00e3o transmiss\u00edveis e os custos associados \u00e0 obesidade aumentam ao longo do tempo. Ent\u00e3o, \u00e9 necess\u00e1ria uma a\u00e7\u00e3o efetiva e coordenada, porque sen\u00e3o as repercuss\u00f5es dessa doen\u00e7a para a sa\u00fade p\u00fablica nos pr\u00f3ximos anos ser\u00e3o bem alarmantes.\u201d\u00a0<\/p>\n<h2>A pesquisa<\/h2>\n<p>O estudo analisou dados de 5.750.214 crian\u00e7as, de 3 a 10 anos, que constam em tr\u00eas sistemas administrativos: o Cadastro \u00danico para Programas Sociais do Governo Federal (Cad\u00danico), o Sistema de Informa\u00e7\u00e3o de Nascidos Vivos (Sinasc) e o Sistema de Vigil\u00e2ncia Alimentar e Nutricional (Sisvan). Isso possibilitou uma an\u00e1lise longitudinal, ou seja, ao longo da vida de cada uma das crian\u00e7as, por meio de informa\u00e7\u00f5es coletados ao longo dos anos.<\/p>\n<p>Os dados analisados foram divididos em dois grupos: nascidos de 2001 a 2007 e nascidos de 2008 a 2014. Foram levadas em conta tamb\u00e9m as diferen\u00e7as entre os sexos declarados. Com isso, estimou-se uma trajet\u00f3ria m\u00e9dia de \u00edndice de massa corporal (IMC) \u2013 indicador usado para determinar o peso ideal e varia\u00e7\u00f5es que indicam magreza, sobrepeso ou obesidade \u2013 e altura para as meninas, e outra para os meninos.<\/p>\n<p>Na compara\u00e7\u00e3o entre os dois grupos, ou seja, dos nascidos at\u00e9 2007 e dos nascidos at\u00e9 2014, considerados aqueles com idades de 5 a 10 anos, a preval\u00eancia de excesso de peso aumentou 3,2% entre os meninos e 2,7% entre as meninas. No caso da obesidade, a preval\u00eancia entre os meninos passou de 11,1% no primeiro grupo (nascidos at\u00e9\u00a02007) para 13,8% no segundo grupo (nascidos at\u00e9 2014) o que significa aumento de 2,7%. Entre as meninas, a taxa passou de 9,1% para 11,2%, aumento de 2,1%.\u00a0<\/p>\n<p>Na faixa et\u00e1ria de 3 e 4 anos, o aumento foi menor na compara\u00e7\u00e3o entre os dois grupos. Quanto ao excesso de peso, houve alta de 0,9% entre os meninos e de 0,8% entre as meninas. Em termos de obesidade, a preval\u00eancia passou de 4% para 4,5% entre os meninos e de 3,6% para 3,9% entre as meninas, ou seja, houve crescimento de 0,5% e 0,3%, respectivamente.\u00a0<\/p>\n<p>O estudo constatou ainda o aumento na trajet\u00f3ria m\u00e9dia de altura do grupo de nascidos entre 2008 e 2014 de aproximadamente 1 cent\u00edmetro em ambos os sexos. De acordo com Carolina Vieira, tal crescimento reflete a melhoria nas condi\u00e7\u00f5es de vida e de sa\u00fade.<\/p>\n<p>\u201cOs estudos demonstram que ter mais altura tem sido associado a alguns desfechos positivos na sa\u00fade, como menor probabilidade de doen\u00e7as card\u00edacas e derrames e mais longevidade. Mas a altura do indiv\u00edduo, a altura da crian\u00e7a, reflete muito o desenvolvimento econ\u00f4mico, a melhoria das condi\u00e7\u00f5es de vida. Maior escolaridade materna, mais pessoas vivendo na \u00e1rea urbana, s\u00e3o alguns dos exemplos de melhoria dessas condi\u00e7\u00f5es no Brasil nos \u00faltimos anos\u201d, diz a pesquisadora.<\/p>\n<h2>M\u00e1 nutri\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>Al\u00e9m do aumento da obesidade, o Brasil enfrenta a fome. Estudo do Instituto Fome Zero revela que o n\u00famero de pessoas em situa\u00e7\u00e3o de<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/geral\/noticia\/2024-03\/em-2-anos-13-milhoes-de-brasileiros-deixam-de-passar-fome\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> inseguran\u00e7a alimentar grave<\/a> no Brasil chegou a 20 milh\u00f5es no quarto trimestre do ano passado.<\/p>\n<p>Apesar de estar aumentando a preval\u00eancia da obesidade, o Brasil hoje vive a dupla carga de m\u00e1 nutri\u00e7\u00e3o: preval\u00eancia de crian\u00e7as desnutridas e de crian\u00e7as com obesidade. &#8220;\u00c9 preciso olhar realmente para esses dois extremos \u2013 da desnutri\u00e7\u00e3o e da obesidade \u2013 ocorrendo simultaneamente\u201d, destaca Carolina Vieira.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As crian\u00e7as brasileiras est\u00e3o mais altas e mais obesas. \u00c9 o que mostra estudo conduzido por pesquisadores do Centro de<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_uag_custom_page_level_css":""},"categories":[5],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"colormag-highlighted-post":false,"colormag-featured-post-medium":false,"colormag-featured-post-small":false,"colormag-featured-image":false},"uagb_author_info":{"display_name":"Redator","author_link":"http:\/\/dotwork.com.br\/jornal\/author\/admin\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"As crian\u00e7as brasileiras est\u00e3o mais altas e mais obesas. \u00c9 o que mostra estudo conduzido por pesquisadores do Centro de","_links":{"self":[{"href":"http:\/\/dotwork.com.br\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11462"}],"collection":[{"href":"http:\/\/dotwork.com.br\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/dotwork.com.br\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/dotwork.com.br\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/dotwork.com.br\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11462"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/dotwork.com.br\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11462\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/dotwork.com.br\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11462"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/dotwork.com.br\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11462"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/dotwork.com.br\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11462"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}