{"id":25848,"date":"2025-03-23T15:01:13","date_gmt":"2025-03-23T18:01:13","guid":{"rendered":"http:\/\/dotwork.com.br\/jornal\/2025\/03\/transtorno-provoca-isolamento-e-poe-vida-de-acumuladores-em-risco\/"},"modified":"2025-03-23T15:01:13","modified_gmt":"2025-03-23T18:01:13","slug":"transtorno-provoca-isolamento-e-poe-vida-de-acumuladores-em-risco","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/dotwork.com.br\/jornal\/2025\/03\/transtorno-provoca-isolamento-e-poe-vida-de-acumuladores-em-risco\/","title":{"rendered":"Transtorno provoca isolamento e p\u00f5e vida de acumuladores em risco"},"content":{"rendered":"<div>\n<p style=\"text-align:center;\"><a class=\"\" href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/saude\/noticia\/2025-03\/transtorno-provoca-isolamento-e-poe-vida-de-acumuladores-em-risco\"><br \/>\n                    <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cdn.jsdelivr.net\/gh\/sergiosdlima\/assets-ebc@1.0.0\/abr\/assets\/images\/logo-agenciabrasil.svg\" alt=\"Logo Ag\u00eancia Brasil\" style=\"height: 54px;\"><\/a><\/p>\n<p>Uma casa de tr\u00eas andares pega\u00a0fogo durante a\u00a0madrugada, em Realengo, na zona oeste do Rio de Janeiro. Em vez de se salvar, o morador da resid\u00eancia, um idoso, tenta entrar novamente no im\u00f3vel por duas vezes, e precisa ser impedido pelos bombeiros. O desespero n\u00e3o era por nenhum familiar ainda dentro da casa, mas pelas montanhas de lixo e objetos que se acumulavam no terreno, alimentando o inc\u00eandio\u00a0e dificultando ainda mais o trabalho de conten\u00e7\u00e3o das chamas.\u00a0<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1635543&amp;o=rss\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1635543&amp;o=rss\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"><\/p>\n<p>Esse salvamento, realizado na \u00faltima quarta-feira (19) pelo Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro,\u00a0mostra o perigo que o\u00a0transtorno traz \u00e0 seguran\u00e7a de uma pessoa acumuladora e \u00e0 de seus vizinhos. O porta-voz da corpora\u00e7\u00e3o, major F\u00e1bio\u00a0Contreiras, conta\u00a0que, j\u00e1 h\u00e1 algum tempo, a situa\u00e7\u00e3o de acumula\u00e7\u00e3o\u00a0\u00e9 presente nas ocorr\u00eancias.<\/p>\n<blockquote>\n<h3>Not\u00edcias relacionadas:<\/h3>\n<ul>\n<li><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/saude\/noticia\/2025-03\/afastamentos-por-transtornos-mentais-dobram-em-dez-anos-chegam-440-mil\">Sa\u00fade mental: afastamentos dobram em dez anos e chegam a 440 mil.<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/geral\/noticia\/2025-02\/ha-120-anos-nascia-nise-da-silveira-psiquiatra-rebelde\">H\u00e1 120 anos nascia Nise da Silveira, a &#8220;psiquiatra rebelde&#8221;.<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/geral\/noticia\/2024-09\/grupo-interministerial-avaliara-impactos-de-apostas-sobre-saude-mental\">Grupo interministerial avaliar\u00e1 impactos de apostas sobre sa\u00fade mental.<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>\u201cPara a vida das pessoas, a acumula\u00e7\u00e3o \u00e9 muito arriscada. A gente atende a inc\u00eandios e tamb\u00e9m fazemos salvamentos de pessoas dentro de casa, quando a pessoa sofreu um acidente, teve uma queda, passou mal. A gente tem que fazer o arrombamento da casa para acessar a v\u00edtima&#8221;\n<\/p><\/blockquote>\n<p>Contreiras relata que os acumuladores acabam\u00a0criando pilhas t\u00e3o altas de coisas que esse material bloqueia as portas e janelas, que s\u00e3o uma rota para pedir ajuda, para os bombeiros acessarem\u00a0a casa e\u00a0at\u00e9 mesmo para a fuma\u00e7a se dissipar\u00a0se houver um inc\u00eandio. \u201cDificulta o trabalho dos bombeiros, porque, nesse caso, vai ser necess\u00e1rio\u00a0usar diversos equipamentos para\u00a0conseguir vencer esse material que est\u00e1 bloqueando a porta\u201d.<\/p>\n<p>O major observa que as pessoas, muitas vezes, armazenam esse material perto de fog\u00f5es, aquecedores, ou em\u00a0cima de cabos energizados, o que aumenta o risco de inc\u00eandio. Al\u00e9m disso, sem espa\u00e7o para andar e transportar a v\u00edtima dentro da resid\u00eancia, os bombeiros s\u00f3 conseguem se deslocar\u00a0por cima dos produtos acumulados.<\/p>\n<p>Segundo Contreiras, o que os bombeiros encontram, muitas vezes, s\u00e3o caixas de papel\u00e3o, livros, roupas, alimentos e\u00a0material de limpeza.\u00a0Quanto mais material se acumula, maior \u00e9 o risco de inc\u00eandio.<\/p>\n<p>\u201cEsses materiais s\u00e3o inflam\u00e1veis como \u00e1lcool, e a pessoa tem menos chance de escapar do fogo. A energia liberada pelo calor \u00e9 muito maior. O inc\u00eandio \u00e9 mais agressivo e se propaga pelos c\u00f4modos da casa. <strong>Em geral, a gente observa que a preval\u00eancia dos casos \u00e9 em pessoas com mais de 60 anos<\/strong>.\u201d<\/p>\n<p>O major lembra que\u00a0o\u00a0acumulador tamb\u00e9m pode se ferir e at\u00e9 morrer em decorr\u00eancia de outros tipos de acidentes dentro do im\u00f3vel. \u201cSe ele empilhou cinco caixas, esbarra, e essas caixas caem em cima dele, pode causar um traumatismo craniano. Ele pode trope\u00e7ar nas coisas, cair, bater a cabe\u00e7a. Sem falar da quest\u00e3o sanit\u00e1ria, poeira, mofo, insetos, baratas, ratos, fezes de animais dom\u00e9sticos, comida estragada, tudo pode gerar doen\u00e7as\u201d, afirmou Contreiras.<\/p>\n<h2>Quest\u00f5es psicol\u00f3gicas e emocionais<\/h2>\n<p>O psic\u00f3logo Jos\u00e9 Maria Montiel, professor de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o do Programa de Ci\u00eancias do Envelhecimento da Universidade S\u00e3o Judas Tadeu, explica\u00a0que n\u00e3o h\u00e1 uma causa precisa para a acumula\u00e7\u00e3o de objetos, mas h\u00e1 diferentes facetas psicol\u00f3gicas e\u00a0emocionais, que acabam desencadeando ao longo da vida esse transtorno. Entre elas, est\u00e1 a ansiedade.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u00a0\u201cA ansiedade, ao longo da vida, vai tomando um formato muito grande, e,\u00a0com o envelhecimento, a pessoa acaba tendo as manias. A pessoa idosa tem uma peculiaridade de estar sozinha e acaba tendo esses comportamentos de maneira mais exacerbada\u201d, disse o especialista.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>O professor destaca\u00a0que os acumuladores t\u00eam argumentos bastante racionais para a doen\u00e7a, como a possibilidade de precisar dos objetos no futuro. S\u00f3 que isso acaba tomando uma propor\u00e7\u00e3o muito maior do que aquilo que poderia ser realmente utilizado ao longo da vida.<\/p>\n<p>\u201cEssas pessoas acabam tendo essa perda da no\u00e7\u00e3o da realidade e chegando ao ato de acumular muitos materiais diferentes. O colecionador coleciona um \u00fanico tipo de coisa. Quem sofre de acumula\u00e7\u00e3o faz ac\u00famulos de diferentes coisas, desde objetos pessoais, sacolas de supermercado, potes de sorvete e de muitos outros mais objetos\u201d.<\/p>\n<p>Segundo o psic\u00f3logo, <strong>pessoas jovens tamb\u00e9m sofrem desse transtorno<\/strong>, mas \u00e9 pouco observado porque ainda interagem muito com a vida, com a sociedade. A pessoa, com o decorrer do tempo, acaba ficando mais isolada. O fato de ter restri\u00e7\u00f5es sociais \u00e9 um facilitador tamb\u00e9m para que esse transtorno ocorra.<\/p>\n<p><strong>Montiel destaca que as pessoas acumuladoras tendem a se isolar socialmente, v\u00e3o perdendo amigos, rela\u00e7\u00f5es sociais, e ficam no pr\u00f3prio reduto<\/strong>.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cIsso faz com que elas acabem, muitas vezes, tendo esses comportamentos como uma maneira de ter ocupa\u00e7\u00e3o na vida. A casa com ac\u00famulo restringe ainda mais a intera\u00e7\u00e3o social, porque que familiares e amigos n\u00e3o entram mais. A pessoa acaba n\u00e3o tendo muita no\u00e7\u00e3o.\u00a0Para ela, aquilo faz t\u00e3o parte da vida dela, que ela acaba perdendo essa linha t\u00eanue do que \u00e9 real do que n\u00e3o \u00e9 real dessa acumula\u00e7\u00e3o\u201d, afirmou o psic\u00f3logo, que acrescentou que o problema atinge todas as classes sociais e escolaridades.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Ele diz que <strong>o tratamento recomendado \u00e9 a psicoterapia<\/strong>, para ajudar as pessoas a atenuarem esse sofrimento emocional, n\u00e3o s\u00f3 pelo comportamento de acumuladores, como tamb\u00e9m pelo fato que isto gera consequ\u00eancias, como a dificuldade de inser\u00e7\u00e3o com fam\u00edlia e outros\u00a0grupos.<\/p>\n<p>Montiel destaca que, mesmo que familiares e amigos falem para os acumuladores buscarem ajuda m\u00e9dica, as pessoas n\u00e3o o fazem porque a linha \u00e9 muito t\u00eanue do que elas consideram sa\u00fade e doen\u00e7a.<\/p>\n<p>\u201cPara elas, isso n\u00e3o \u00e9 doen\u00e7a, porque a pessoa perde a no\u00e7\u00e3o da realidade e tem dificuldade de perceber que aquilo \u00e9 um problema. Ela s\u00f3 percebe quando aquilo fica insustent\u00e1vel, quando n\u00e3o consegue mais transitar dentro de casa.\u00a0O modelo de tratamento \u00e9 o interdisciplinar, que envolve diferentes esferas e modelos de atua\u00e7\u00e3o, seja ele familiar, social, de amizades, que levem a pessoa a encontrar ajuda, por ela considerar que a vida dela poderia ser diferente daquela que est\u00e1 causando problema\u201d.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cA falta de senso cr\u00edtico de que aquilo \u00e9 danoso para a vida dela\u00a0\u00e9 o ponto chave. A pessoa tem dificuldade de considerar que aquilo \u00e9 um cuidado pessoal, que \u00e9 um autocuidado. A psicoterapia \u00e9 fundamental, mas deve envolver diferentes \u00e1reas, dentre elas, amigos, familiares. <strong>A dificuldade em tratar \u00e9 conseguir resgatar e levar a pessoa para modelos de tratamento que n\u00e3o sejam invasivos, que n\u00e3o sejam punitivos<\/strong>\u201d.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h2>Compuls\u00e3o<\/h2>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-medio_4colunas type-image atom-align-right\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><!-- scald=418232:medio_4colunas {\"additionalClasses\":\"\"} --><br \/>\n            <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/loading_v2.gif\" data-echo=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/9eDdHpcrwjuAvJCKYvNGN3F3_BA=\/365x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2025\/03\/21\/whatsapp_image_2025-03-21_at_12.50.11.jpeg?itok=b20Xsgtc\" alt=\"Bras\u00edlia (DF), 21\/03\/2025 - O psiquiatra Leonardo Balda\u00e7ara, professor do curso de medicina da Universidade Federal do Tocantins, e diretor regional Centro- Oeste da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Psiquiatria (ABP). Foto: Leonardo Balda\u00e7ara\/Arquivo Pessoal\" title=\"Leonardo Balda\u00e7ara\/Arquivo Pessoal\"><noscript><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/9eDdHpcrwjuAvJCKYvNGN3F3_BA=\/365x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2025\/03\/21\/whatsapp_image_2025-03-21_at_12.50.11.jpeg?itok=b20Xsgtc\" alt=\"Bras\u00edlia (DF), 21\/03\/2025 - O psiquiatra Leonardo Balda\u00e7ara, professor do curso de medicina da Universidade Federal do Tocantins, e diretor regional Centro- Oeste da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Psiquiatria (ABP). Foto: Leonardo Balda\u00e7ara\/Arquivo Pessoal\" title=\"Leonardo Balda\u00e7ara\/Arquivo Pessoal\"><\/noscript><br \/>\n    <!-- END scald=418232 --><\/div>\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\">\n<h6 class=\"meta\">O psiquiatra Leonardo Balda\u00e7ara,\u00a0diretor regional Centro-Oeste da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Psiquiatria (ABP)\u00a0<strong>Leonardo Balda\u00e7ara\/Arquivo Pessoal<\/strong><!--END copyright=418232--><\/h6>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>O psiquiatra Leonardo Balda\u00e7ara, professor do curso de medicina da Universidade Federal do Tocantins, e diretor regional Centro-Oeste da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Psiquiatria (ABP), afirma que o transtorno ocorre quando a pessoa acumula de forma exagerada e causa um preju\u00edzo na vida dela.<\/p>\n<p>\u201c<strong>O que pode acontecer junto com o transtorno de acumula\u00e7\u00e3o \u00e9 o transtorno obssessivo-compulsivo<\/strong>, quando se tem pensamentos exagerados e n\u00e3o se consegue tirar aquela ideia da cabe\u00e7a. O ac\u00famulo de coisas pode ser um dos sintomas do transtorno obssessivo-compulsivo. A acumula\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m pode ocorrer em portadores de dem\u00eancia\u201d, diz o m\u00e9dico.<\/p>\n<p>O psiquiatra destaca que h\u00e1 pessoas com transtornos de acumula\u00e7\u00e3o que t\u00eam senso cr\u00edtico do que est\u00e1 acontecendo, e outras\u00a0que n\u00e3o t\u00eam a menor no\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cAs que t\u00eam senso cr\u00edtico ficam mais propensas a sintomas depressivos e\u00a0ansiosos. <strong>Se a situa\u00e7\u00e3o envolve risco, a fam\u00edlia pode recorrer chamando o Samu\u00a0ou procurar o Programa de Sa\u00fade da Fam\u00edlia,<\/strong> em que, em uma visita domiciliar, a equipe consegue conversar com essa pessoa e convenc\u00ea-la a ir a um atendimento, para que um profissional de sa\u00fade possa mensurar a gravidade.\u201d<\/p>\n<h2>Fam\u00edlia tamb\u00e9m sofre<\/h2>\n<p>Formada em psicologia, Ivana Portella, fundadora de A Casa com Vida, empresa\u00a0que forma profissionais de organiza\u00e7\u00e3o, lembra que<strong> toda a fam\u00edlia adoece quando se tem um familiar com transtorno de acumula\u00e7\u00e3o<\/strong>. Quem est\u00e1 de fora e tem no\u00e7\u00e3o da realidade, se angustia com a situa\u00e7\u00e3o do familiar acumulador.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201c\u00c9 muito dif\u00edcil tamb\u00e9m para quem est\u00e1 fora e est\u00e1 vendo um pai, uma m\u00e3e, um irm\u00e3o com esse transtorno. Os acumuladores n\u00e3o acham que \u00e9 um problema, porque acreditam estar\u00a0em um lugar extremamente confort\u00e1vel. Ela est\u00e1 se sentindo acolhida por tudo aquilo. Trazer essa luz \u00e0 tona \u00e9 que \u00e9 a grande dificuldade. Nesse caso, o personal organizer pode come\u00e7ar a abrir essa luz no fim do t\u00fanel, buscando ajuda m\u00e9dica e psicol\u00f3gica junto com a pessoa\u201d.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Ivana conta que j\u00e1 prestou servi\u00e7os na casa de pessoas com acumula\u00e7\u00e3o, mas que isso \u00e9 raro, justamente porque quem tem o transtorno de ac\u00famulo n\u00e3o percebe que aquilo \u00e9 um transtorno e cria uma &#8220;cama de conforto&#8221;, juntando todas essas coisas.<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-medio_4colunas type-image atom-align-right\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><!-- scald=418235:medio_4colunas {\"additionalClasses\":\"\"} --><br \/>\n            <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/loading_v2.gif\" data-echo=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/cJuSfiOzXQXJLeRq1ArXNiRSQts=\/365x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2025\/03\/21\/_mg_2884_1.jpg?itok=bC_jTiWH\" alt=\"Bras\u00edlia (DF), 21\/03\/2025 - Formada em psicologia, Ivana Portella, fundadora de A Casa com Vida, empresa dedicada aos cuidados com a casa que forma profissionais de organiza\u00e7\u00e3o, fala sobre o transtorno de acumula\u00e7\u00e3o. Foto: Rogerio Resende\/R2Foto\" title=\"Rogerio Resende\/R2Foto\"><noscript><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/cJuSfiOzXQXJLeRq1ArXNiRSQts=\/365x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2025\/03\/21\/_mg_2884_1.jpg?itok=bC_jTiWH\" alt=\"Bras\u00edlia (DF), 21\/03\/2025 - Formada em psicologia, Ivana Portella, fundadora de A Casa com Vida, empresa dedicada aos cuidados com a casa que forma profissionais de organiza\u00e7\u00e3o, fala sobre o transtorno de acumula\u00e7\u00e3o. Foto: Rogerio Resende\/R2Foto\" title=\"Rogerio Resende\/R2Foto\"><\/noscript><br \/>\n    <!-- END scald=418235 --><\/div>\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\">\n<h6 class=\"meta\">Ivana Portella, fundadora de A Casa com Vida, empresa dedicada aos cuidados com a casa\u00a0<strong>Rogerio Resende\/R2Foto<\/strong><!--END copyright=418235--><\/h6>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><strong>\u201cAquilo \u00e9 um suporte emocional. A \u00faltima coisa que ele quer \u00e9 que aquilo seja retirado dele.\u00a0<\/strong>Ent\u00e3o, na maioria das vezes, \u00e9 algu\u00e9m pr\u00f3ximo, um\u00a0familiar, um irm\u00e3o, um filho que percebe que est\u00e1 insustent\u00e1vel, que\u00a0n\u00e3o se consegue mais entrar na casa. N\u00e3o adianta tentar organizar nada de uma pessoa que tenha o transtorno, porque \u00e9 enxugar gelo. A pessoa precisa entender que ela tem essa compuls\u00e3o. \u00c9 um trabalho de conscientiza\u00e7\u00e3o que precisa do apoio da fam\u00edlia\u201d, acrescenta a profissional.<\/p>\n<p>Para um <em>personal organizer <\/em>atuar no\u00a0espa\u00e7o de uma pessoa que seja um acumuladora, \u00e9 necess\u00e1rio\u00a0estar respaldado por um diagn\u00f3stico de um psic\u00f3logo ou de um psiquiatra.<\/p>\n<p>\u201cO trabalho do personal organizer \u00e9 o \u00faltimo. Porque essa pessoa precisa de um tratamento, do entendimento de que aquilo \u00e9 prejudicial a ela, que aquilo est\u00e1 atrapalhando a rela\u00e7\u00e3o dela com outras pessoas. Dependendo do n\u00edvel de transtorno dessa pessoa, se algu\u00e9m mexe nos objetos dela, ela pode ter um surto. O psiquiatra ou psic\u00f3logo vai dizer para o personal organizer como e onde ele deve mexer, o processo de organiza\u00e7\u00e3o, de triagem, de limpeza. N\u00e3o \u00e9 t\u00e3o simples&#8221;.<\/p>\n<p>Com a orienta\u00e7\u00e3o do psiquiatra ou psic\u00f3logo, o personal organizer vai come\u00e7ar o trabalho com o acumulador a fazer a triagem, a entender o que pode sair, o que pode ser jogado fora. Tudo o que o acumulador aceita jogar fora, ter\u00e1 que se jogar fora na mesma hora.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cS\u00f3 vai ter resultado se a pessoa realmente quiser descartar. Pode tirar tudo e jogar tudo fora, mas se o acumulador n\u00e3o tiver consci\u00eancia, ele preenche o espa\u00e7o todo de novo. \u00c9 um ciclo sem fim. Tem que ter conscientiza\u00e7\u00e3o mesmo para que o trabalho aconte\u00e7a. \u00c9 um trabalho \u00e1rduo\u201d, completa Ivana.<\/p>\n<\/blockquote>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma casa de tr\u00eas andares pega\u00a0fogo durante a\u00a0madrugada, em Realengo, na zona oeste do Rio de Janeiro. Em vez de<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_uag_custom_page_level_css":""},"categories":[5],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"colormag-highlighted-post":false,"colormag-featured-post-medium":false,"colormag-featured-post-small":false,"colormag-featured-image":false},"uagb_author_info":{"display_name":"Redator","author_link":"http:\/\/dotwork.com.br\/jornal\/author\/admin\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Uma casa de tr\u00eas andares pega\u00a0fogo durante a\u00a0madrugada, em Realengo, na zona oeste do Rio de Janeiro. Em vez de","_links":{"self":[{"href":"http:\/\/dotwork.com.br\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25848"}],"collection":[{"href":"http:\/\/dotwork.com.br\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/dotwork.com.br\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/dotwork.com.br\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/dotwork.com.br\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=25848"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/dotwork.com.br\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25848\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/dotwork.com.br\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=25848"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/dotwork.com.br\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=25848"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/dotwork.com.br\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=25848"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}