{"id":29504,"date":"2025-07-22T12:01:50","date_gmt":"2025-07-22T15:01:50","guid":{"rendered":"http:\/\/dotwork.com.br\/jornal\/2025\/07\/exame-pre-natal-reduz-chance-de-bebe-nascer-com-anomalia\/"},"modified":"2025-07-22T12:01:50","modified_gmt":"2025-07-22T15:01:50","slug":"exame-pre-natal-reduz-chance-de-bebe-nascer-com-anomalia","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/dotwork.com.br\/jornal\/2025\/07\/exame-pre-natal-reduz-chance-de-bebe-nascer-com-anomalia\/","title":{"rendered":"Exame pr\u00e9-natal reduz chance de beb\u00ea nascer com anomalia"},"content":{"rendered":"<div>\n<p style=\"text-align:center;\"><a class=\"\" href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/saude\/noticia\/2025-07\/exame-pre-natal-reduz-chance-de-bebe-nascer-com-anomalia\"><br \/>\n                    <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cdn.jsdelivr.net\/gh\/sergiosdlima\/assets-ebc@1.0.0\/abr\/assets\/images\/logo-agenciabrasil.svg\" alt=\"Logo Ag\u00eancia Brasil\" style=\"height: 54px;\"><\/a><\/p>\n<p><strong>Estudo da Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz) mostra que associa\u00e7\u00f5es entre as condi\u00e7\u00f5es do beb\u00ea e fatores de acompanhamento como pr\u00e9-natal insuficiente, idade materna, ra\u00e7a, cor e baixa escolaridade, al\u00e9m de fatores socioecon\u00f4micos e biol\u00f3gicos associados \u00e0s anomalias cong\u00eanitas no Brasil, aponta que uma parte dessas anomalias poderia ser evitada com o aprimoramento de pol\u00edticas p\u00fablicas.<\/strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1651543&amp;o=rss\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1651543&amp;o=rss\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"><\/p>\n<p>A pesquisa identificou que mulheres que n\u00e3o realizaram consulta pr\u00e9-natal durante o in\u00edcio da gravidez tiveram 47% mais chances de ter um beb\u00ea com anomalias do que mulheres que iniciaram o acompanhamento no primeiro trimestre.<\/p>\n<\/p>\n<h3>Not\u00edcias relacionadas:<\/h3>\n<ul>\n<li><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/geral\/noticia\/2016-01\/crise-na-saude-do-rio-paralisa-centro-especializado-em-anomalias-craniofaciais\">Crise na sa\u00fade do Rio paralisa centro especializado em anomalias craniofaciais.<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/internacional\/noticia\/2014-03\/autismo-e-resultado-de-anomalias-nas-estruturas-cerebrais-mostra\">Autismo \u00e9 resultado de anomalias nas estruturas cerebrais, mostra estudo.<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/saude\/noticia\/2025-07\/casos-de-sindrome-respiratoria-aguda-grave-estao-em-queda-diz-fiocruz\">Casos de S\u00edndrome Respirat\u00f3ria Aguda Grave est\u00e3o em queda, diz Fiocruz.<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>A investiga\u00e7\u00e3o foi realizada a partir de bases de dados interligadas do Sistema de Informa\u00e7\u00f5es sobre Nascidos Vivos (Sinasc) e Sistema de Informa\u00e7\u00f5es de Mortalidade (SIM), da Fiocruz.<\/strong><\/p>\n<p>Para a pesquisa foram utilizados dados de nascidos no Brasil entre 2012 e 2020, totalizando cerca de 26 milh\u00f5es de beb\u00eas nascidos vivos, sendo cerca de 144 mil com algum tipo de anomalia cong\u00eanita.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.whatsapp.com\/channel\/0029VaoRTgrInlqYLSk59B2M\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">&gt;&gt; Siga o canal da <strong>Ag\u00eancia Brasil <\/strong>no WhatsApp<\/a><\/p>\n<p>Das anomalias registradas, foram priorizados defeitos de membros, card\u00edacos, tubo neural, fenda oral, genitais, parede abdominal, microcefalia e s\u00edndrome de Down, selecionados por serem identificadas como anomalias priorit\u00e1rias para vigil\u00e2ncia no Brasil.<\/p>\n<p><strong>O artigo &#8211; de autoria da pesquisadora associada do Centro de Integra\u00e7\u00e3o de Dados e Conhecimentos para Sa\u00fade (Cidacs) da Fiocruz Bahia, Qeren Hapuk &#8211; foi publicado no peri\u00f3dico <em><a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1186\/s12884-025-07675-0\" target=\"_blank\" title=\"https:\/\/doi.org\/10.1186\/s12884-025-07675-0\" rel=\"noopener\">BMC Pregnancy and Childbirth<\/a><\/em>. O trabalho procurou compreender como esses fatores impactam no desenvolvimento dos beb\u00eas, buscando embasar estrat\u00e9gias preventivas direcionadas para crian\u00e7as com anomalias cong\u00eanitas.\u00a0<\/strong><\/p>\n<h2>Fatores<\/h2>\n<p>Anomalias cong\u00eanitas s\u00e3o altera\u00e7\u00f5es estruturais e\/ou funcionais que contribuem significativamente para o aumento do risco de morbidade e mortalidade observado em crian\u00e7as em todo o mundo. Esses dist\u00farbios s\u00e3o complexos e sua ocorr\u00eancia \u00e9 influenciada por uma variedade de fatores, incluindo condi\u00e7\u00f5es socioecon\u00f4micas que desempenham um papel significativo.<\/p>\n<p>A investiga\u00e7\u00e3o aponta ainda que m\u00e3es que se autodeclararam pretas tiveram 16% mais chance de ter filhos com anomalias cong\u00eanitas em compara\u00e7\u00e3o com m\u00e3es brancas.<\/p>\n<p><strong>Outro fator de risco identificado foi a idade. Enquanto mulheres com mais de 40 anos possu\u00edam quase 2,5 vezes mais chances de ter um beb\u00ea com anomalias cong\u00eanitas, mulheres com menos de 20 anos tamb\u00e9m tiveram um risco maior (13%) do que m\u00e3es com idade entre 20 e 34 anos.<\/strong><\/p>\n<p>A escolaridade tamb\u00e9m se apresentou como um fator que influenciou na chance de mulheres terem filhos com alguma anomalia: possuir baixa escolaridade (0 a 3 anos) significou 8% mais de chances do que com 12 ou mais anos de escolaridade.<\/p>\n<p>Algumas anomalias tiveram maior associa\u00e7\u00e3o a determinados fatores de riscos. Os casos de nascidos com defeitos do tubo neural (estrutura embrion\u00e1ria que dar\u00e1 origem ao c\u00e9rebro e \u00e0 medula espinhal) foram fortemente ligados \u00e0 baixa escolaridade, aus\u00eancia de pr\u00e9-natal e gesta\u00e7\u00e3o m\u00faltipla.<\/p>\n<p>Defeitos card\u00edacos foram associados \u00e0 idade avan\u00e7ada, perda fetal e pr\u00e9-natal inadequado, enquanto casos com S\u00edndrome de Down foram fortemente associados \u00e0 idade materna superior a 40 anos.<\/p>\n<h2>Desigualdades<\/h2>\n<p>Al\u00e9m disso, houve varia\u00e7\u00f5es significativas nas chances de crian\u00e7as nascerem com anomalias entre as regi\u00f5es do pa\u00eds e os grupos de anomalias. A principal causa dessa varia\u00e7\u00e3o \u00e9 a subnotifica\u00e7\u00e3o. O Sudeste \u00e9 a regi\u00e3o que melhor notifica nascimentos com anomalias cong\u00eanitas em compara\u00e7\u00e3o com as demais regi\u00f5es.<\/p>\n<blockquote>\n<p>A Regi\u00e3o Nordeste concentra quase metade da popula\u00e7\u00e3o brasileira vivendo em situa\u00e7\u00e3o de pobreza, o que pode ajudar a explicar a maior probabilidade de m\u00e3es residentes terem nascimentos com defeitos do tubo neural, uma vez que essa condi\u00e7\u00e3o est\u00e1 altamente associada \u00e0 baixa renda, baixa escolaridade e m\u00e1 alimenta\u00e7\u00e3o (suplementa\u00e7\u00e3o insuficiente).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>A epidemia do v\u00edrus Zika no Brasil &#8211; entre 2015 e 2016 &#8211; resultou em um aumento na notifica\u00e7\u00e3o de nascidos vivos com microcefalia e outras anomalias cong\u00eanitas do sistema nervoso, especialmente no Nordeste, o que pode ter contribu\u00eddo para os resultados observados.<\/strong><\/p>\n<p>\u201cEsses dados mostram que a desigualdade socioecon\u00f4mica em conjunto com fatores biol\u00f3gicos impacta diretamente na sa\u00fade e desenvolvimento do beb\u00ea\u201d, disse a pesquisadora Qeren Hapuk. \u00a0<\/p>\n<p>Para ela, os achados indicam que tais fatores de agravamento s\u00e3o evit\u00e1veis ou modific\u00e1veis. Interven\u00e7\u00f5es em educa\u00e7\u00e3o materna, planejamento reprodutivo, nutri\u00e7\u00e3o e, principalmente, acesso ao pr\u00e9-natal s\u00e3o fundamentais para a preven\u00e7\u00e3o de anomalias cong\u00eanitas.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudo da Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz) mostra que associa\u00e7\u00f5es entre as condi\u00e7\u00f5es do beb\u00ea e fatores de acompanhamento como pr\u00e9-natal<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_uag_custom_page_level_css":""},"categories":[5],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"colormag-highlighted-post":false,"colormag-featured-post-medium":false,"colormag-featured-post-small":false,"colormag-featured-image":false},"uagb_author_info":{"display_name":"Redator","author_link":"http:\/\/dotwork.com.br\/jornal\/author\/admin\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Estudo da Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz) mostra que associa\u00e7\u00f5es entre as condi\u00e7\u00f5es do beb\u00ea e fatores de acompanhamento como pr\u00e9-natal","_links":{"self":[{"href":"http:\/\/dotwork.com.br\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29504"}],"collection":[{"href":"http:\/\/dotwork.com.br\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/dotwork.com.br\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/dotwork.com.br\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/dotwork.com.br\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=29504"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/dotwork.com.br\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29504\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/dotwork.com.br\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=29504"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/dotwork.com.br\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=29504"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/dotwork.com.br\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=29504"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}