{"id":33827,"date":"2025-12-03T21:03:14","date_gmt":"2025-12-04T00:03:14","guid":{"rendered":"http:\/\/dotwork.com.br\/jornal\/2025\/12\/alerj-deve-decidir-sobre-prisao-de-bacellar-nos-proximos-dias\/"},"modified":"2025-12-03T21:03:14","modified_gmt":"2025-12-04T00:03:14","slug":"alerj-deve-decidir-sobre-prisao-de-bacellar-nos-proximos-dias","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/dotwork.com.br\/jornal\/2025\/12\/alerj-deve-decidir-sobre-prisao-de-bacellar-nos-proximos-dias\/","title":{"rendered":"Alerj deve decidir sobre pris\u00e3o de Bacellar nos pr\u00f3ximos dias"},"content":{"rendered":"<div>\n<p style=\"text-align:center;\"><a class=\"\" href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/politica\/noticia\/2025-12\/alerj-deve-decidir-sobre-prisao-de-bacellar-nos-proximos-dias\"><br \/>\n                    <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cdn.jsdelivr.net\/gh\/sergiosdlima\/assets-ebc@1.0.0\/abr\/assets\/images\/logo-agenciabrasil.svg\" alt=\"Logo Ag\u00eancia Brasil\" style=\"height: 54px;\"><\/a><\/p>\n<p><strong>A decis\u00e3o sobre a manuten\u00e7\u00e3o ou revoga\u00e7\u00e3o da pris\u00e3o do presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar (Uni\u00e3o Brasil), deve ser tomada pela pr\u00f3pria Casa nos pr\u00f3ximos dias. <\/strong>A previs\u00e3o \u00e9 que o Legislativo fluminense seja notificado pela Justi\u00e7a sobre o caso em at\u00e9 24 horas.\u00a0<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1670729&amp;o=rss\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1670729&amp;o=rss\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"><\/p>\n<p>O deputado <a href=\"http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/politica\/noticia\/2025-12\/deputado-e-preso-no-rio-pela-pf-que-investiga-vazamento-de-operacao-0\">foi preso preventivamente na manh\u00e3 desta quarta-feira<\/a> (3) durante opera\u00e7\u00e3o da Pol\u00edcia Federal para investigar o vazamento de informa\u00e7\u00f5es sigilosas.<\/p>\n<\/p>\n<h3>Not\u00edcias relacionadas:<\/h3>\n<ul>\n<li><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/justica\/noticia\/2025-12\/prisao-de-presidente-da-alerj-e-baseada-em-interceptacao-de-mensagens\">Pris\u00e3o de presidente da Alerj \u00e9 baseada em intercepta\u00e7\u00e3o de mensagens.<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/politica\/noticia\/2025-12\/deputado-e-preso-no-rio-pela-pf-que-investiga-vazamento-de-operacao-0\">Presidente da Alerj \u00e9 preso pela PF por vazamento de opera\u00e7\u00e3o sigilosa.<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>O procedimento na Alerj tem sido o padr\u00e3o nos \u00faltimos anos, depois de uma decis\u00e3o do Supremo Tribunal Federal (STF) em 2019.<\/strong> Na ocasi\u00e3o, a Corte definiu que as assembleias legislativas dos estados t\u00eam o poder para revogar a pris\u00e3o de deputados estaduais, expandindo a estes as imunidades previstas para parlamentares federais no artigo 53 da Constitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m ficou permitido \u00e0s assembleias sustar a\u00e7\u00f5es penais abertas contra deputados estaduais. O Artigo 27, da Constitui\u00e7\u00e3o, prev\u00ea que o deputado estadual tem direito \u00e0s regras constitucionais sobre sistema eleitoral, inviolabilidade e imunidades previstas na Carta.<\/p>\n<p>Com base nesse artigo, constitui\u00e7\u00f5es estaduais reproduziram a regra, prevista no Artigo 53, que garante a deputados e senadores pris\u00e3o somente em flagrante de crime inafian\u00e7\u00e1vel e referendada por sua casa legislativa.<\/p>\n<p>Em 2017, Jorge Picciani foi solto pela Casa ao lado dos parlamentares Paulo Melo e Edson Albertassi. Em 2019, a Alerj soltou cinco deputados presos na Opera\u00e7\u00e3o Furna da On\u00e7a.<\/p>\n<h2>Hist\u00f3rico de pris\u00f5es<\/h2>\n<p><strong>Bacellar n\u00e3o \u00e9 o primeiro presidente da Alerj a ser preso desde a Constitui\u00e7\u00e3o de 1988.<\/strong> Em 2017, Jorge Picciani (MDB) tamb\u00e9m foi preso quando ocupava o cargo mais alto do legislativo fluminense.<\/p>\n<p>Na ocasi\u00e3o, ele foi preso junto com os deputados da mesma legenda, Paulo Melo e Edson Albertassi, no \u00e2mbito da Opera\u00e7\u00e3o Cadeia Velha. Os tr\u00eas foram acusados de receber propinas para favorecer empresas de \u00f4nibus.<\/p>\n<p>Em 2019, Picciani foi condenado pelo Tribunal Regional Federal da 2\u00aa regi\u00e3o a 21 anos de pris\u00e3o. Ele morreu em 2021, em decorr\u00eancia de um c\u00e2ncer na bexiga.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de Bacellar e Picciani, outros ex-presidentes da Alerj foram presos, mas quando n\u00e3o ocupavam mais o cargo de lideran\u00e7a da casa legislativa. \u00c9 o caso do pr\u00f3prio Paulo Melo, preso junto com Picciani, que ocupou o cargo entre 2011 e 2013, e novamente entre 2013 e 2015.<\/p>\n<p>S\u00e9rgio Cabral (MDB) presidiu a Alerj entre 1997 e 1999 e depois entre 1999 e 2001. Ele foi preso na Opera\u00e7\u00e3o Lava-Jato em 2016. Cabral foi acusado de liderar uma organiza\u00e7\u00e3o criminosa que fraudava licita\u00e7\u00f5es e cobrava propinas.<\/p>\n<p>Ele tamb\u00e9m foi governador do Rio de Janeiro entre 2007 e 2014. Foram v\u00e1rias condena\u00e7\u00f5es no contexto da Lava Jato, com penas somadas que ultrapassaram 390 anos. Em 2024, a Justi\u00e7a anulou tr\u00eas condena\u00e7\u00f5es, fazendo com que as a\u00e7\u00f5es fossem redistribu\u00eddas.<\/p>\n<p>Jos\u00e9 Nader (PTB) comandou a Alerj entre 1991 e 1992, e depois entre 1993 e 1994. Em 2005, ele foi preso em Tocantins acusado de pesca predat\u00f3ria e porte ilegal de armas. Em 2008, foi um dos alvos da Opera\u00e7\u00e3o Pass\u00e1rgada da Pol\u00edcia Federal. Foi indiciado por corrup\u00e7\u00e3o passiva, forma\u00e7\u00e3o de quadrilha, peculato e advocacia administrativa. Morreu em 2015, depois de sofrer um acidente vascular cerebral (AVC).<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A decis\u00e3o sobre a manuten\u00e7\u00e3o ou revoga\u00e7\u00e3o da pris\u00e3o do presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_uag_custom_page_level_css":""},"categories":[2],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"colormag-highlighted-post":false,"colormag-featured-post-medium":false,"colormag-featured-post-small":false,"colormag-featured-image":false},"uagb_author_info":{"display_name":"Redator","author_link":"http:\/\/dotwork.com.br\/jornal\/author\/admin\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"A decis\u00e3o sobre a manuten\u00e7\u00e3o ou revoga\u00e7\u00e3o da pris\u00e3o do presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo","_links":{"self":[{"href":"http:\/\/dotwork.com.br\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33827"}],"collection":[{"href":"http:\/\/dotwork.com.br\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/dotwork.com.br\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/dotwork.com.br\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/dotwork.com.br\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=33827"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/dotwork.com.br\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33827\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/dotwork.com.br\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=33827"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/dotwork.com.br\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=33827"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/dotwork.com.br\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=33827"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}