{"id":37770,"date":"2026-03-22T12:00:27","date_gmt":"2026-03-22T15:00:27","guid":{"rendered":"http:\/\/dotwork.com.br\/jornal\/2026\/03\/cientistas-brasileiros-sao-premiados-por-pesquisas-sobre-alzheimer\/"},"modified":"2026-03-22T12:00:27","modified_gmt":"2026-03-22T15:00:27","slug":"cientistas-brasileiros-sao-premiados-por-pesquisas-sobre-alzheimer","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/dotwork.com.br\/jornal\/2026\/03\/cientistas-brasileiros-sao-premiados-por-pesquisas-sobre-alzheimer\/","title":{"rendered":"Cientistas brasileiros s\u00e3o premiados por pesquisas sobre Alzheimer"},"content":{"rendered":"<div>\n<p style=\"text-align:center;\"><a class=\"\" href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/saude\/noticia\/2026-03\/cientistas-brasileiros-sao-premiados-por-pesquisas-sobre-alzheimer\"><br \/>\n                    <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cdn.jsdelivr.net\/gh\/sergiosdlima\/assets-ebc@1.0.0\/abr\/assets\/images\/logo-agenciabrasil.svg\" alt=\"Logo Ag\u00eancia Brasil\" style=\"height: 54px;\"><\/a><\/p>\n<p>Cientistas de todo o mundo tentam encontrar novas abordagens para a doen\u00e7a de Alzheimer, e dois laborat\u00f3rios brasileiros t\u00eam se destacado nessa corrida. Recentemente, <strong>os pesquisadores Mychael Louren\u00e7o, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e Wagner Brum, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), foram premiados por organiza\u00e7\u00f5es internacionais por suas contribui\u00e7\u00f5es ao tema<\/strong>.\u00a0<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1682887&amp;o=rss\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1682887&amp;o=rss\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"><\/p>\n<p>Louren\u00e7o foi contemplado com o <em>ALBA-Roche Prize for Excellence in Neuroscience Research<\/em>, oferecido pela organiza\u00e7\u00e3o Alba a cientistas em meio de carreira\u00a0que j\u00e1 alcan\u00e7aram conquistas excepcionais. J\u00e1 Brum foi escolhido como o <em>Next \u201cOne to Watch<\/em>\u201d (&#8220;O pr\u00f3ximo para ficar de olho&#8221;, em tradu\u00e7\u00e3o livre), pr\u00eamio concedido pela organiza\u00e7\u00e3o americana <em>Alzheimer\u2019s Association<\/em> a jovens cientistas promissores.\u00a0<\/p>\n<\/p>\n<h3>Not\u00edcias relacionadas:<\/h3>\n<ul>\n<li><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/saude\/noticia\/2026-01\/anvisa-libera-novo-medicamento-para-fase-inicial-do-alzheimer\">Anvisa libera novo medicamento para fase inicial do Alzheimer.<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/saude\/noticia\/2025-11\/estudo-mostra-que-inflamacao-no-cerebro-pode-ser-chave-do-alzheimer\">Estudo mostra que inflama\u00e7\u00e3o no c\u00e9rebro pode ser chave do Alzheimer.<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/educacao\/noticia\/2026-02\/observatorio-lanca-edital-do-programa-meninas-cientistas-do\">Observat\u00f3rio lan\u00e7a edital do programa Meninas Cientistas do ON.<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/saude\/noticia\/2025-10\/pesquisas-brasileiras-avancam-no-diagnostico-de-alzheimer\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">&gt;&gt;\u00a0Pesquisas brasileiras avan\u00e7am no diagn\u00f3stico de Alzheimer<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/saude\/noticia\/2025-11\/estudo-mostra-que-inflamacao-no-cerebro-pode-ser-chave-do-alzheimer\">&gt;&gt;\u00a0Estudo mostra que inflama\u00e7\u00e3o no c\u00e9rebro pode ser chave do Alzheimer<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/saude\/noticia\/2025-08\/riscos-modificaveis-estao-associados-a-quase-60-dos-casos-de-demencia\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">&gt;&gt;\u00a0Riscos modific\u00e1veis est\u00e3o associados a quase 60% dos casos de dem\u00eancia<\/a><\/p>\n<p><strong>A doen\u00e7a de Alzheimer \u00e9 considerada um dos grandes desafios da medicina, j\u00e1 que at\u00e9 hoje poucos tratamentos se mostraram eficazes para retardar a sua evolu\u00e7\u00e3o, e nenhuma cura foi encontrada.<\/strong><\/p>\n<p>O sintoma mais reconhecido \u00e9 a perda de mem\u00f3ria recente, mas, conforme a doen\u00e7a progride, o paciente adquire dificuldades de racioc\u00ednio, comunica\u00e7\u00e3o e at\u00e9 de movimenta\u00e7\u00e3o, se tornando completamente dependente.\u00a0<\/p>\n<h2>Dados sobre os brasileiros<\/h2>\n<p>O professor da UFRJ Mychael Louren\u00e7o estuda o Alzheimer desde a sua gradua\u00e7\u00e3o em Biologia, e foi apurando esse interesse durante o mestrado, doutorado e p\u00f3s-doutorado, at\u00e9 assumir a doc\u00eancia e fundar o Louren\u00e7o Lab, grupo de pesquisa dedicado \u00e0s dem\u00eancias.<\/p>\n<p>&#8220;Eu sempre me interessei por coisas misteriosas. Por exemplo: &#8216;como \u00e9 que o c\u00e9rebro funciona?&#8217;. N\u00e3o tenho resposta at\u00e9 hoje, mas continua sendo um objeto de interesse bastante grande&#8221;, ele brinca.\u00a0<\/p>\n<p>Mas Louren\u00e7o n\u00e3o \u00e9 movido apenas pela curiosidade.<\/p>\n<blockquote>\n<p>&#8220;N\u00f3s temos hoje no mundo em torno de 40 milh\u00f5es de pessoas com doen\u00e7a de Alzheimer. Dessas, umas 2 milh\u00f5es devem estar no Brasil, um n\u00famero que pode ser subestimado por causa de problemas de acesso \u00e0 sa\u00fade e diagn\u00f3stico. E n\u00f3s temos uma popula\u00e7\u00e3o que est\u00e1 envelhecendo cada vez mais, mas a maior parte dos estudos s\u00e3o feitos no Norte global. N\u00f3s precisamos de dados para entender a doen\u00e7a no Brasil&#8221;\u00a0<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>O pesquisador explica que, desde quando Alois Alzheimer descreveu a doen\u00e7a, em 1906, j\u00e1 se sabia que ela causava placas no c\u00e9rebro, mas somente na d\u00e9cada de 80\u00a0cientistas descobriram que essas placas s\u00e3o compostas por beta-amiloide, fragmentos de prote\u00edna que se acumulam por alguma raz\u00e3o.<\/p>\n<p>Contudo, <strong>drogas eficazes na remo\u00e7\u00e3o dessas placas n\u00e3o conseguiram reverter a doen\u00e7a, mostrando que h\u00e1 um hiato\u00a0entre causa e efeito que a ci\u00eancia ainda precisa preencher.\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;A gente continua tentando entender o que faz com que o c\u00e9rebro se torne vulner\u00e1vel e desenvolva a doen\u00e7a, inclusive olhando para o que a gente chama de resili\u00eancia para o Alzheimer. Tem pessoas como a Fernanda Montenegro, por exemplo, com 96 anos, e completamente l\u00facida e ativa. E tem pessoas que desenvolvem a placa de beta-amiloide no c\u00e9rebro e n\u00e3o apresentam sintoma cognitivo. O que elas t\u00eam de diferente?&#8221;<\/p>\n<p>Em paralelo, o Louren\u00e7o Lab tamb\u00e9m est\u00e1 testando em animais subst\u00e2ncias que podem evitar o ac\u00famulo da beta-amiloide e de outra prote\u00edna, chamada tau, que tamb\u00e9m est\u00e1 envolvida na forma\u00e7\u00e3o das placas.<\/p>\n<p>&#8220;Possivelmente, essas prote\u00ednas t\u00eam tend\u00eancia a se acumular, mas as c\u00e9lulas t\u00eam um sistema natural de degrada\u00e7\u00e3o que a gente chama de proteassoma. Mas, no Alzheimer, \u00e9 como se a companhia de lixo parasse de funcionar. Ent\u00e3o, aumentar a atividade desse sistema seria uma forma de tentar melhorar esse fluxo&#8221;.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><!-- scald=456005:cheio_8colunas --><br \/>\n            <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/loading_v2.gif\" data-echo=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/NRVYXkM0Xu79511Yf2614XZf9wI=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/03\/12\/_d6a2245.jpg?itok=wi-osBHy\" alt=\"Rio de Janeiro (RJ), 12\/03\/2026 \u2013 Entrevista com o pesquisador da UFRJ Mychael Louren\u00e7o, que estuda Alzheimer e recebeu o pr\u00eamio ALBA-Roche Prize for Excellence in Neuroscience Reserach em 2026. Foto: Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil\" title=\"Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil\"><noscript><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/NRVYXkM0Xu79511Yf2614XZf9wI=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/03\/12\/_d6a2245.jpg?itok=wi-osBHy\" alt=\"Rio de Janeiro (RJ), 12\/03\/2026 \u2013 Entrevista com o pesquisador da UFRJ Mychael Louren\u00e7o, que estuda Alzheimer e recebeu o pr\u00eamio ALBA-Roche Prize for Excellence in Neuroscience Reserach em 2026. Foto: Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil\" title=\"Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil\"><\/noscript><br \/>\n    <!-- END scald=456005 --><\/div>\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\">\n<h6 class=\"meta\">\u00a0Entrevista com o pesquisador da UFRJ Mychael Louren\u00e7o, que estuda Alzheimer e recebeu o pr\u00eamio ALBA-Roche Prize for Excellence in Neuroscience Reserach em 2026. Foto: Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil<!--END copyright=456005--><\/h6>\n<\/div>\n<\/div>\n<h2>Diagn\u00f3stico precoce<\/h2>\n<p>Outra linha de pesquisa \u00e9 voltada para o diagn\u00f3stico precoce da doen\u00e7a, o que pode possibilitar que ela seja controlada antes de causar danos irrevers\u00edveis ao c\u00e9rebro.<\/p>\n<p><strong>Louren\u00e7o coordena uma pesquisa que busca identificar se marcadores biol\u00f3gicos encontrados no sangue de pessoas com Alzheimer em outros pa\u00edses tamb\u00e9m s\u00e3o v\u00e1lidos para os brasileiros, e se a nossa popula\u00e7\u00e3o apresenta algum marcador espec\u00edfico.\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;A doen\u00e7a de Alzheimer n\u00e3o aparece quando os sintomas aparecem: ela come\u00e7a a se desenvolver muito tempo antes. Ent\u00e3o, a gente est\u00e1 tentando pegar essa janela, em que a doen\u00e7a est\u00e1 se desenvolvendo, mas os sintomas ainda n\u00e3o apareceram t\u00e3o claramente&#8221;.<\/p>\n<blockquote>\n<p>&#8220;Talvez a gente nunca vai conseguir curar o paciente que j\u00e1 est\u00e1 num est\u00e1gio muito avan\u00e7ado. Mas a gente pode conseguir interromper a doen\u00e7a antes disso&#8221;, ele acrescenta.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>As pesquisas com biomarcadores tamb\u00e9m foram respons\u00e1veis por colocar o m\u00e9dico Wagner Brum sob os holofotes. Hoje, ele faz doutorado na UFRGS e \u00e9 pesquisador do Zimmer Lab, grupo de pesquisa sobre Alzheimer. Sua verve cient\u00edfica se manifestou desde cedo.\u00a0<\/p>\n<p>&#8220;Eu estudei numa escola p\u00fablica bem tradicional do Rio Grande do Sul, chamada Funda\u00e7\u00e3o Liberato, que organiza uma feira de ci\u00eancias que \u00e9 a maior da Am\u00e9rica Latina. Eu cresci com a minha m\u00e3e me levando nessa feira, ent\u00e3o, quando eu entrei no ensino m\u00e9dio, eu j\u00e1 comecei a trabalhar com pesquisa. Na faculdade, eu escolhi a UFRGS por ser uma faculdade com muita tradi\u00e7\u00e3o em pesquisa, onde eu ia poder me desenvolver como m\u00e9dico pesquisador&#8221;.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><!-- scald=456895:cheio_8colunas --><br \/>\n            <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/loading_v2.gif\" data-echo=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/FvCugKW9zoEecbjwfphXuQk9vSk=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/03\/20\/_sky6559.jpg?itok=zAfime7n\" alt=\"Rio de janeiro (RJ), 20\/03\/2026 - FOTO DE ARQUIVO -  O pesquisador de Alzheimer, Wagner Brum. Foto: AAIC\/Divulga\u00e7\u00e3o\" title=\"AAIC\/Divulga\u00e7\u00e3o\"><noscript><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/FvCugKW9zoEecbjwfphXuQk9vSk=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/03\/20\/_sky6559.jpg?itok=zAfime7n\" alt=\"Rio de janeiro (RJ), 20\/03\/2026 - FOTO DE ARQUIVO -  O pesquisador de Alzheimer, Wagner Brum. Foto: AAIC\/Divulga\u00e7\u00e3o\" title=\"AAIC\/Divulga\u00e7\u00e3o\"><\/noscript><br \/>\n    <!-- END scald=456895 --><\/div>\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\">\n<h6 class=\"meta\">O pesquisador Wagner Brum foi premiado pela organiza\u00e7\u00e3o americana <em>Alzheimer\u2019s Association\u00a0<\/em>. Foto: AAIC\/Divulga\u00e7\u00e3o<!--END copyright=456895--><\/h6>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>O trabalho de maior proje\u00e7\u00e3o de Brum foi o desenvolvimento de protocolos para a implementa\u00e7\u00e3o cl\u00ednica de um exame de sangue que consegue diagnosticar a doen\u00e7a de Alzheimer, a partir da presen\u00e7a da prote\u00edna p-tau217, um dos principais biomarcadores da doen\u00e7a.\u00a0<\/p>\n<p>Apesar de o teste ter se mostrado preciso durante as pesquisas, era preciso criar os padr\u00f5es de leitura para que ele fosse adotado na rotina diagn\u00f3stica. E foi isso que Brum fez.\u00a0<\/p>\n<p>&#8220;Em pacientes com medi\u00e7\u00e3o muito alta\u00a0ou muito baixa,\u00a0claramente a gente poderia saber, apenas com o exame de sangue, se a pessoa tem ou n\u00e3o a doen\u00e7a. Mas tem cerca de 20% a 30% que ficam numa faixa intermedi\u00e1ria, e esses precisam de um exame adicional&#8221;.<\/p>\n<h2>Do laborat\u00f3rio para o SUS<\/h2>\n<p>De acordo com Brum, o protocolo aumenta a confiabilidade do exame, e j\u00e1 est\u00e1 sendo usado por laborat\u00f3rios na Europa e Estados Unidos. Infelizmente, no Brasil, apenas poucos laborat\u00f3rios privados j\u00e1 incorporaram a tecnologia.\u00a0Mas o Zimmer Lab continua suas pesquisas, almejando facilitar o diagn\u00f3stico da doen\u00e7a em larga escala.\u00a0<\/p>\n<blockquote>\n<p>&#8220;Para ele ser implementado no SUS, que \u00e9 o nosso grande objetivo, s\u00e3o necess\u00e1rios estudos mostrando que a introdu\u00e7\u00e3o desses exames pode melhorar tanto a confian\u00e7a diagn\u00f3stica\u00a0quanto mudar o tratamento do paciente. O que se tem visto em outros pa\u00edses \u00e9 que esses exames fazem isso&#8221;<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Testes com essa pretens\u00e3o j\u00e1 est\u00e3o sendo feitos no Rio Grande do Sul e depois ser\u00e3o expandidos para outras cidades do Brasil. Brum ressalta que, atualmente, o diagn\u00f3stico do Alzheimer \u00e9 feito principalmente a partir dos sintomas, com a an\u00e1lise cl\u00ednica feita pelo m\u00e9dico e o aux\u00edlio de exames n\u00e3o totalmente precisos.<\/p>\n<p>&#8220;O que se acaba fazendo, mais comumente, s\u00e3o exames de imagem estrutural, tomografia ou resson\u00e2ncia, que conseguem informar quais partes do c\u00e9rebro j\u00e1 apresentam uma atrofia. Mas at\u00e9 o processo do envelhecimento causa atrofia natural, assim como outras doen\u00e7as neurodegenerativas. Existem padr\u00f5es mais t\u00edpicos ao Alzheimer, mas esses exames n\u00e3o s\u00e3o espec\u00edficos&#8221;\u00a0<\/p>\n<p><strong>Os dois testes precisos j\u00e1 existentes s\u00e3o o exame de l\u00edquor, que examina material retirado da coluna vertebral, e a Tomografia por Emiss\u00e3o de Positrons (PET-CT), mas ambos s\u00e3o caros e pouco acess\u00edveis.\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Brum acredita que a ado\u00e7\u00e3o do exame de sangue poderia n\u00e3o s\u00f3 facilitar o diagn\u00f3stico, como aumentar a confian\u00e7a dos m\u00e9dicos em suas condutas. No futuro, exames de biomarcadores tamb\u00e9m podem detectar a doen\u00e7a, antes que os sintomas apare\u00e7am.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 muito bom ver que a comunidade de pesquisa internacional presta aten\u00e7\u00e3o no que a gente faz e valoriza o que a gente faz. Tem muita gente fazendo pesquisa de excel\u00eancia no Brasil, em muitas \u00e1reas diferentes, e que merece\u00a0visibilidade.&#8221;<\/p>\n<p>Os dois pesquisadores premiados trabalham com recursos de institui\u00e7\u00f5es de pesquisa como a Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), Funda\u00e7\u00e3o Serrapilheira e Instituto Idor de Pesquisas.\u00a0\u00a0<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cientistas de todo o mundo tentam encontrar novas abordagens para a doen\u00e7a de Alzheimer, e dois laborat\u00f3rios brasileiros t\u00eam se<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_uag_custom_page_level_css":""},"categories":[5],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"colormag-highlighted-post":false,"colormag-featured-post-medium":false,"colormag-featured-post-small":false,"colormag-featured-image":false},"uagb_author_info":{"display_name":"Redator","author_link":"http:\/\/dotwork.com.br\/jornal\/author\/admin\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Cientistas de todo o mundo tentam encontrar novas abordagens para a doen\u00e7a de Alzheimer, e dois laborat\u00f3rios brasileiros t\u00eam se","_links":{"self":[{"href":"http:\/\/dotwork.com.br\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37770"}],"collection":[{"href":"http:\/\/dotwork.com.br\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/dotwork.com.br\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/dotwork.com.br\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/dotwork.com.br\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=37770"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/dotwork.com.br\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37770\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/dotwork.com.br\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=37770"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/dotwork.com.br\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=37770"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/dotwork.com.br\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=37770"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}