{"id":6238,"date":"2023-12-20T11:56:04","date_gmt":"2023-12-20T14:56:04","guid":{"rendered":"http:\/\/dotwork.com.br\/jornal\/2023\/12\/projeto-vai-mapear-situacao-do-atendimento-ao-cancer-infantojuvenil\/"},"modified":"2023-12-20T11:56:04","modified_gmt":"2023-12-20T14:56:04","slug":"projeto-vai-mapear-situacao-do-atendimento-ao-cancer-infantojuvenil","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/dotwork.com.br\/jornal\/2023\/12\/projeto-vai-mapear-situacao-do-atendimento-ao-cancer-infantojuvenil\/","title":{"rendered":"Projeto vai mapear situa\u00e7\u00e3o do atendimento ao c\u00e2ncer infantojuvenil"},"content":{"rendered":"<div>\n<p style=\"text-align:center;\"><a class=\"\" href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/saude\/noticia\/2023-12\/projeto-vai-mapear-situacao-do-atendimento-ao-cancer-infantojuvenil\"><br \/>\n                    <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cdn.jsdelivr.net\/gh\/sergiosdlima\/assets-ebc@1.0.0\/abr\/assets\/images\/logo-agenciabrasil.svg\" alt=\"Logo Ag\u00eancia Brasil\" style=\"height: 54px;\"><\/a><\/p>\n<p>O c\u00e2ncer \u00e9 a segunda causa de morte entre pessoas de 1 a 19 anos no Brasil. Segundo estimativa do Instituto Nacional do C\u00e2ncer (Inca), para cada ano do tri\u00eanio 2023\/2025\u00a0surgir\u00e3o no Brasil 7.930 novos casos entre crian\u00e7as e adolescentes. Diante desse quadro, a Confedera\u00e7\u00e3o Nacional de Institui\u00e7\u00f5es de Apoio e Assist\u00eancia \u00e0 Crian\u00e7a e ao Adolescente com C\u00e2ncer (Coniacc) e a Sociedade Brasileira de Oncologia Pedi\u00e1trica (Sobope) desenvolvem projeto para mapear da situa\u00e7\u00e3o do atendimento do c\u00e2ncer infantojuvenil em todo o pa\u00eds.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1573481&amp;o=rss\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1573481&amp;o=rss\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"><\/p>\n<p>De acordo com as duas entidades, os resultados poder\u00e3o subsidiar novas pol\u00edticas p\u00fablicas. Chamado de\u00a0Mapeamento Nacional das Institui\u00e7\u00f5es de Assist\u00eancia \u00e0s Crian\u00e7as e aos Adolescentes com C\u00e2ncer, o projeto tem o apoio do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade e de institui\u00e7\u00f5es que trabalham com c\u00e2ncer infantojuvenil, como o Childhood Cancer International (CCI), a Sociedade Latinoamericana de Oncologia Pedi\u00e1trica (SLAOP) e a Keira Grace Foundation, que tamb\u00e9m oferece suporte financeiro. Em agosto deste ano, foi realizada uma fase piloto. Em abril de 2024, as equipes devem voltar a campo.<\/p>\n<\/p>\n<h3>Not\u00edcias relacionadas:<\/h3>\n<ul>\n<li><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/saude\/noticia\/2022-04\/cancer-infantil-diagnostico-precoce-pode-resultar-na-cura-de-ate-80\">C\u00e2ncer infantil: diagn\u00f3stico precoce pode resultar na cura de at\u00e9 80% .<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/saude\/noticia\/2022-02\/medica-alerta-para-o-diagnostico-precoce-para-combater-cancer-infantil\">M\u00e9dica alerta para o diagn\u00f3stico precoce para combater c\u00e2ncer infantil.<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>Em entrevista \u00e0\u00a0<strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>, a m\u00e9dica oncologista pedi\u00e1trica e coordenadora do \u2018Molecular Tumor Board\u2019, vinculado ao Comit\u00ea de Medicina de Precis\u00e3o da Sobope, Carolina Camargo Vince, explicou que a previs\u00e3o \u00e9 mapear todas as institui\u00e7\u00f5es que tratam crian\u00e7as e adolescentes de c\u00e2ncer no pa\u00eds. Ser\u00e3o consideradas tanto as que est\u00e3o habilitadas pelo Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS) como as que n\u00e3o est\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cO primeiro foco vai ser olhar para todas as institui\u00e7\u00f5es, habilitadas e n\u00e3o habilitadas, at\u00e9 para entender porque a ela\u00a0n\u00e3o \u00e9 habilitada mas trata o c\u00e2ncer infantil\u201d, ressaltou a especialista, lembrando que algumas delas s\u00e3o localizadas em regi\u00f5es\u00a0carentes de servi\u00e7os nas regi\u00f5es Norte e Nordeste. \u201cSimplesmente deixar de atender crian\u00e7a com c\u00e2ncer nessas \u00e1reas n\u00e3o \u00e9 o caminho\u201d. A previs\u00e3o \u00e9 visitar mais de 100 institui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<h2>Detalhamento<\/h2>\n<p>O c\u00e2ncer infantil representa cerca de 2% de todos os tipos da doen\u00e7a. Existem atualmente no Brasil 76 centros de tratamento habilitados pelo SUS e mais\u00a014 n\u00e3o habilitados, al\u00e9m de 48 institui\u00e7\u00f5es de apoio associadas \u00e0 Coniacc e 62 n\u00e3o vinculadas. Elas dever\u00e3o receber um question\u00e1rio do projeto. De posse das respostas, as equipes realizar\u00e3o visitas a esses locais. Nessas incurs\u00f5es, ser\u00e3o identificados pontos de maior fragilidade e necessidade de gerar um relat\u00f3rio.<\/p>\n<p>Segundo\u00a0Carolina, as equipes v\u00e3o levantar dados de maior sensibilidade. No caso das institui\u00e7\u00f5es n\u00e3o habilitadas, como muitas delas realizam n\u00famero pequeno de atendimentos por ano, a visita poder\u00e1 ser substitu\u00edda por uma reuni\u00e3o <em>online<\/em>.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s institui\u00e7\u00f5es de apoio, a meta \u00e9 identificar as caracter\u00edsticas, o tipo e a qualidade do trabalho. Tamb\u00e9m ser\u00e1 uma preocupa\u00e7\u00e3o compreender de que forma a Coniacc e a Sobope podem ajudar. \u201cA ideia desse mapeamento \u00e9 amplo, para que a gente possa entender qual \u00e9 nosso o local de atua\u00e7\u00e3o principal e como se pode ajudar. Esse mapeamento \u00e9 um diagn\u00f3stico inicial do que ocorre hoje no Brasil no que se refere\u00a0ao c\u00e2ncer infantil\u201d.<\/p>\n<p>A ideia do projeto surgiu na Sociedade Internacional de Oncologia Pedi\u00e1trica, dentro de um movimento global, na tentativa de melhorar a taxa de cura do c\u00e2ncer infantil no mundo. Segundo Carolina Vince, os n\u00fameros existentes hoje s\u00e3o muito discrepantes. Para pa\u00edses de alta renda, o paciente infantil diagnosticado com c\u00e2ncer tem mais de 85% de chances de sobreviver, independentemente do diagn\u00f3stico. Para pa\u00edses de baixa renda, sobretudo na \u00c1frica, esse \u00edndice chega pr\u00f3ximo de 20%. \u201cA\u00a0desigualdade \u00e9 muito grande\u201d.<\/p>\n<p>Diante desse cen\u00e1rio, um movimento internacional vem buscando melhorar a condi\u00e7\u00e3o do tratamento nos pa\u00edses de m\u00e9dia e baixa renda. \u201cPara isso, a gente precisa entender o que est\u00e1 acontecendo\u201d, diz Carolina Vince. Por isso, v\u00e1rias sociedades de oncologia pedi\u00e1trica ao redor do mundo deram in\u00edcio ao mapeamento, a partir de um question\u00e1rio simples. No Brasil, o projeto elevou o grau de detalhamento, planejando visitas de forma pioneira.<\/p>\n<p>\u201cEm nenhum lugar do mundo foi feito assim. A ideia \u00e9 identificar as necessidades e poder atuar de forma efetiva do lado do governo, em uma a\u00e7\u00e3o tripartite&#8221;. A expectativa \u00e9 de que o resultado do mapeamento possa ser divulgado no segundo semestre do ano que vem.<\/p>\n<h2>Diagn\u00f3stico precoce<\/h2>\n<p>Somente em 2021\u00a0foram registradas no Brasil 2.425 mortes entre pessoas de 1 a 19 anos, decorrentes de neoplasias como leucemia, linfoma, neuroblastoma, retinoblastoma e tumores do sistema nervoso central. Carolina Camargo Vince explicou, contudo, que a chance de cura de c\u00e2ncer em crian\u00e7as e jovens \u00e9 maior do que entre adultos.<\/p>\n<p>Por outro lado, o diagn\u00f3stico precoce, considerando fundamental, \u00e9 muitas vezes um desafio. Boa parte dos casos de c\u00e2ncer em adultos est\u00e1 associada\u00a0a\u00a0fatores de risco, que podem ser rastreados por meio\u00a0de exames. &#8220;No c\u00e2ncer infantil, a gente n\u00e3o tem como rastrear, porque s\u00e3o doen\u00e7as que aparecem e s\u00e3o raras\u201d, observa Carolina.<\/p>\n<p>Ela explica que os sintomas podem ser semelhantes aos de outras enfermidades pr\u00f3prias da inf\u00e2ncia. Dessa forma, os m\u00e9dicos precisam sempre levar em conta a possibilidade de\u00a0c\u00e2ncer. Carolina tamb\u00e9m chama a aten\u00e7\u00e3o para o fato de que, entre as crian\u00e7as, h\u00e1 maior probabilidade de uma doen\u00e7a mais agressiva. Em contrapartida, esse c\u00e2ncer tende a responder bem ao tratamento com quimioterapia convencional. A chance de cura se aproxima de 85%, atingindo, em alguns casos mais de 90%.<\/p>\n<p>Em 2019, foi sancionada a Lei Federal 13.869, que assegura a realiza\u00e7\u00e3o de exames diagn\u00f3sticos do c\u00e2ncer em at\u00e9 30 dias aos pacientes do SUS. Ela complementa a Lei Federal 12.732\/2012, que estipula o in\u00edcio do tratamento na sa\u00fade p\u00fablica em no m\u00e1ximo 60 dias. &#8220;Como o c\u00e2ncer infantojuvenil \u00e9 distinto do c\u00e2ncer em adultos, ele precisa do diagn\u00f3stico o mais breve poss\u00edvel, o que nem sempre acontece\u201d, reiterou o presidente da Sobope, Nevi\u00e7olino Pereira de Carvalho Filho, m\u00e9dico oncologista pedi\u00e1trico do Hospital Santa Marcelina, em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O c\u00e2ncer \u00e9 a segunda causa de morte entre pessoas de 1 a 19 anos no Brasil. 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