{"id":7403,"date":"2024-01-17T12:32:19","date_gmt":"2024-01-17T15:32:19","guid":{"rendered":"http:\/\/dotwork.com.br\/jornal\/2024\/01\/vacinacao-de-grupos-de-risco-e-principal-desafio-no-combate-a-covid-19\/"},"modified":"2024-01-17T12:32:19","modified_gmt":"2024-01-17T15:32:19","slug":"vacinacao-de-grupos-de-risco-e-principal-desafio-no-combate-a-covid-19","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/dotwork.com.br\/jornal\/2024\/01\/vacinacao-de-grupos-de-risco-e-principal-desafio-no-combate-a-covid-19\/","title":{"rendered":"Vacina\u00e7\u00e3o de grupos de risco \u00e9 principal desafio no combate \u00e0 covid-19"},"content":{"rendered":"<div>\n<p style=\"text-align:center;\"><a class=\"\" href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/saude\/noticia\/2024-01\/vacinacao-de-grupos-de-risco-e-principal-desafio-no-combate-covid-19\"><br \/>\n                    <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cdn.jsdelivr.net\/gh\/sergiosdlima\/assets-ebc@1.0.0\/abr\/assets\/images\/logo-agenciabrasil.svg\" alt=\"Logo Ag\u00eancia Brasil\" style=\"height: 54px;\"><\/a><\/p>\n<p>H\u00e1 tr\u00eas anos, no dia 17 de janeiro de 2021, foi vacinada a primeira brasileira contra a covid-19. A enfermeira M\u00f4nica Calazans recebeu a dose da Coronavac, imunizante produzido pelo Instituto Butantan em parceria com a farmac\u00eautica chinesa Sinovac. Atualmente, o desafio \u00e9 aumentar a cobertura vacinal do p\u00fablico considerado de risco para a doen\u00e7a, conforme avaliam especialistas ouvidos pela <strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1576608&amp;o=rss\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1576608&amp;o=rss\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"><\/p>\n<p>O m\u00e9dico infectologista Gonzalo Vecina Neto, ex-presidente da Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa), ressaltou que, embora a pandemia de covid-19 tenha sido \u201cdebelada\u201d, o v\u00edrus continua circulando e ainda h\u00e1 mortes pela doen\u00e7a. \u201cContinuam acontecendo mortes pela covid-19. Ent\u00e3o uma quest\u00e3o importante \u00e9 atualizar o calend\u00e1rio vacinal\u201d, alertou.<\/p>\n<\/p>\n<h3>Not\u00edcias relacionadas:<\/h3>\n<ul>\n<li><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/saude\/noticia\/2024-01\/estudo-estima-17-mil-mortes-por-tratamento-de-covid-19-com-cloroquina\">Estudo estima 17 mil mortes por tratamento de covid-19 com cloroquina.<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>Durante a pandemia, segundo avalia\u00e7\u00e3o do m\u00e9dico, o pa\u00eds passou por momentos muito cr\u00edticos, como o comportamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e representantes do governo federal, que se posicionavam de forma negacionista e antivacina. Por outro lado, Vecina apontou como positiva a atua\u00e7\u00e3o por parte da rede perif\u00e9rica de servi\u00e7os de sa\u00fade p\u00fablica para conseguir avan\u00e7ar na imuniza\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cPrincipalmente a aten\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria [de sa\u00fade], que se disp\u00f4s e conseguiu avan\u00e7ar muito dentro da possibilidade de vacina\u00e7\u00e3o. Apesar da campanha contra, apesar dos negacionistas, n\u00f3s conseguimos controlar a pandemia gra\u00e7as \u00e0 expans\u00e3o da vacina\u00e7\u00e3o\u201d, disse.<\/p>\n<p>Primeira pessoa vacinada contra a covid-19 no Brasil, a enfermeira M\u00f4nica Calazans contou \u00e0 <strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong> que aquele momento n\u00e3o sai de sua mente. \u201cEu lembro do momento com muita emo\u00e7\u00e3o, me traz a mem\u00f3ria [de que] naquele momento a gente estava saindo de uma situa\u00e7\u00e3o por conta da vacina. Ent\u00e3o me traz tamb\u00e9m muita alegria porque eu estava mostrando para os brasileiros que o que n\u00f3s temos de seguro para enfrentar a covid-19 \u00e9 a vacina\u201d, disse.<\/p>\n<p>\u201cEu entendo que estava representando os brasileiros, a gente n\u00e3o tinha esperan\u00e7a de nada. E, no dia 17 de janeiro de 2021, eu consegui trazer um pouco de esperan\u00e7a no cora\u00e7\u00e3o brasileiro. Foi uma quest\u00e3o de muita alegria, emo\u00e7\u00e3o misturada com esperan\u00e7a. Foi um fervilh\u00e3o de sentimentos naquele dia\u201d, acrescentou a enfermeira.<\/p>\n<p>Ela lembra de situa\u00e7\u00f5es no transporte p\u00fablico ao comparar o per\u00edodo mais cr\u00edtico da pandemia com o momento atual. \u201cNaquele momento t\u00e3o crucial, t\u00e3o traum\u00e1tico, as pessoas tinham medo at\u00e9 de sentar ao seu lado [no transporte], as pessoas n\u00e3o se aproximavam. E hoje n\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>\u201cHoje voc\u00ea consegue andar sem m\u00e1scara, voc\u00ea consegue ver o sorriso das pessoas, voc\u00ea pega na m\u00e3o das pessoas, porque anteriormente voc\u00ea n\u00e3o pegava na m\u00e3o de ningu\u00e9m\u201d, comparou. Apesar disso, ela destaca a import\u00e2ncia de se manter a vacina\u00e7\u00e3o contra a covid-19 ainda hoje.<\/p>\n<h2>Vacina\u00e7\u00e3o infantil<\/h2>\n<p>O infectologista Gonzalo Vecina Neto ressaltou que atualmente h\u00e1 uma baixa cobertura de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as. \u201cA mortalidade est\u00e1 muito elevada nas crian\u00e7as abaixo de 5 anos por causa da baixa cobertura\u201d, acrescentou. As variantes que est\u00e3o circulando atualmente t\u00eam uma grande capacidade de dissemina\u00e7\u00e3o, mas uma mortalidade mais baixa. No entanto, a doen\u00e7a pode ainda acometer de forma grave especialmente os grupos que t\u00eam menos defesas imunol\u00f3gicas.<\/p>\n<p>Tais grupos s\u00e3o os idosos, crian\u00e7as pequenas, gestantes e portadores de comorbidades. \u201cEsses grupos t\u00eam uma fragilidade do ponto de vista de enfrentar imunologicamente o invasor no corpo, por isso eles se beneficiam da vacina. Particularmente esses mais fr\u00e1geis, ao terem a doen\u00e7a, tem uma maior possibilidade de hospitaliza\u00e7\u00e3o e de morte\u201d, explicou Vecina.<\/p>\n<p>De acordo com Rosana Richtmann, infectologista do Instituto Em\u00edlio Ribas, a tend\u00eancia \u00e9 que se fa\u00e7a a vacina\u00e7\u00e3o anual especialmente para os grupos de maior risco, utilizando vacinas que consigam dar prote\u00e7\u00e3o contra as novas variantes do v\u00edrus causador da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>\u201cO que a gente aprendeu com a covid-19 \u00e9 que o v\u00edrus vai tendo pequenas muta\u00e7\u00f5es, ele vai mudando a sua gen\u00e9tica, vai escapando da nossa imunidade. Isso \u00e9 um processo cont\u00ednuo. Ent\u00e3o, muito mais importante do que voc\u00ea me contar quantas doses de vacina de covid-19 voc\u00ea tomou nesses \u00faltimos tr\u00eas anos, a minha pergunta seria quando foi a sua \u00faltima dose e qual vacina voc\u00ea tomou. Se voc\u00ea tiver uma dose atualizada, \u00e9 suficiente\u201d, explicou.<\/p>\n<p>A infectologista destacou que, nos Estados Unidos, j\u00e1 est\u00e1 dispon\u00edvel a vacina mais atualizada, uma monovalente que combate a variante XBB da doen\u00e7a. \u201cO Brasil est\u00e1 usando a bivalente [que combate cepas anteriores], dentro do pa\u00eds \u00e9 a mais atual, mas n\u00e3o \u00e9 a mais atualizada dispon\u00edvel no mundo. A gente julga que, neste momento, seria importante o Brasil adquirir essa vacina monovalente atualizada no lugar da bivalente\u201d, defendeu.<\/p>\n<p>Para Richtmann, um dos principais desafios a serem enfrentados neste momento \u00e9 justamente a vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as pequenas, a partir de seis meses de idade, considerado grupo de risco para a doen\u00e7a. Ela ressalta que adultos e crian\u00e7as maiores chegaram a ter a doen\u00e7a ou tomar a vacina, o que garante alguma prote\u00e7\u00e3o contra o v\u00edrus.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 um desafio para vacinar essa popula\u00e7\u00e3o, porque \u00e9 uma popula\u00e7\u00e3o virgem de prote\u00e7\u00e3o, eles n\u00e3o t\u00eam prote\u00e7\u00e3o nem adquirida, nem atrav\u00e9s da vacina\u00e7\u00e3o\u201d, disse. Ela refor\u00e7a a import\u00e2ncia de a vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as contra a covid-19 fazer parte do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (PNI). \u201cNo ano passado, tivemos 135 mortes de crian\u00e7as, \u00e9 um n\u00famero que poderia ter sido prevenido atrav\u00e9s de vacina\u00e7\u00e3o\u201d, acrescentou.<\/p>\n<h2>Minist\u00e9rio da Sa\u00fade<\/h2>\n<p>A Campanha Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o contra a covid-19 no Brasil come\u00e7ou em 18 de janeiro de 2021, ap\u00f3s a aprova\u00e7\u00e3o para uso emergencial das vacinas Sinovac\/Butantan e AstraZeneca\/Fiocruz, no dia anterior, informou o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade (MS), acrescentando que o \u00eaxito da campanha foi poss\u00edvel mediante o envolvimento das tr\u00eas esferas de governo.<\/p>\n<p>At\u00e9 o momento h\u00e1 cinco vacinas autorizadas pela Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa) e em uso no Brasil: duas com autoriza\u00e7\u00e3o para uso emergencial (CoronaVac\/Butantan e Comirnaty bivalente Pfizer) e tr\u00eas com registro definitivo (AstraZeneca\/Fiocruz, Janssen-Cilag e Comirnaty Pfizer\/Wyeth). No pa\u00eds, as vacinas covid-19 continuam dispon\u00edveis e s\u00e3o recomendadas para a popula\u00e7\u00e3o geral a partir dos 6 meses de idade.<\/p>\n<p>\u201cEm fevereiro de 2023, juntamente com o lan\u00e7amento do Movimento Nacional pela Vacina\u00e7\u00e3o, foi iniciada a estrat\u00e9gia de vacina\u00e7\u00e3o para grupos priorit\u00e1rios com a vacina bivalente e com a recomenda\u00e7\u00e3o de dose de refor\u00e7o para essa popula\u00e7\u00e3o a partir de 12 anos. Ainda em 2023, essa estrat\u00e9gia foi incorporada ao Calend\u00e1rio Nacional a vacina\u00e7\u00e3o para o p\u00fablico infantil de 6 meses a menores de 5 anos\u201d, disse a pasta, em nota.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o de cobertura vacinal, para o esquema prim\u00e1rio de duas doses, com as vacinas monovalentes, o MS registra uma cobertura de 83,86%, desde o in\u00edcio da campanha em janeiro de 2021 at\u00e9 janeiro de 2024.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 importante destacar que, \u00e0 medida que forem obtidas novas aprova\u00e7\u00f5es regulat\u00f3rias e as vacinas adaptadas \u00e0s novas variantes, o Minist\u00e9rio vai adequando as necessidades assim que os imunizantes estiverem dispon\u00edveis no pa\u00eds por meio do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (PNI), seguindo as recomenda\u00e7\u00f5es e atualizando os esquemas de vacina\u00e7\u00e3o\u201d, diz a nota.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 tr\u00eas anos, no dia 17 de janeiro de 2021, foi vacinada a primeira brasileira contra a covid-19. 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